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22 de agosto de 2011

ASSASSINATO COVRDE. ACORDA, POVO BRASILEIRO!




Ninguém lê textos longos.
Vamos escrever textos curtos, na Rede Social da WEB.
Como pode um país como o Brasil ficar refém dos maus, dos ladrões, dos assassinos, dos corruptos, daqueles policiais militares que em vez de nos proteger, nos matam, como mataram a juíza Patrícia.
Patrícia Acioli foi colega de turma na UERJ de minha filha, que também atua na Justiça Estadual do Rio de Janeiro. Poderia ser minha filha a pranteada do dia. A pranteada da vez. A vítima de uma ordenação jurídica frouxa, feita por parlamentares constituintes de 1988, comprometidos com a vingança político-partidaria, com a ganância e muito mais, pois o sistema parlamentarista não foi implantado e o sistema presidencialista prevaleceu, após plebiscito aplicado à nossa nação. Uma Constituição comprometida, portanto, com um Parlamentarismo que nunca existiu e tendo como representantes parlamentares, desrespeitando a máxima jurídica latina NEMO EX IVDEX IN SUA CAUSA POTEST.
O Brasil é mesmo um país “suis generis”. Milhares, milhões de indivíduos vão à rua para brincar, para se divertir numa passeata gay, no Rio e em São Paulo (embora com toda razão ideológica) se divertindo, mas não se manifestam identicamente contra a imolação de inocentes e profissionais da justiça, no cumprimento de suas funções públicas, como foi o caso do covarde extermínio da eminente juíza de São Gonçalo, mais um mártir da Justiça do Rio de Janeiro.

ATÉ A PRÓXIMA

UM DESAFIO FILOLÓGICO







Recorri a um grande amigo carioca, dos bons tempos em que andávamos à vontade pelos bares de Botafogo, à noite, inclusive, sem nenhum medo de encontrarmos os agora temíveis amigos do alheio, para tentar empreender uma pesquisa histórico-filológica. Meu amigo me indagou a respeito da origem das palavras PENA e PENHA. Respondi-lhe em forma de missiva, estilo já pouco usado entre pessoas para uma comunicação simples, entre bairros de duma mesma cidade ou até entre cidades distantes e países longínquos.
Instiguei sua lúcida figura de pesquisador da área médica, sempre preocupado com as origens de tudo, inclusive com as origens dos vocábulos de nossa língua.
Fui diretamente ao assunto, escrevendo num moderno teclado de um computador, onde trabalho com as modernas técnicas da informática. Enviei-lhe por correio os papeis, extraídos em minha impressora a lazer, HP.
Caríssimo Ivan.
Olhe o que a sua inteligentíssima inquietude lingüística, sempre à procura de temas incomuns, aprontou! Levou-me a pensar numa possibilidade de interpretar a nomenclatura de duas regiões cariocas e querer investigar essa história, “ab ovo”. Agora, posso dizer, confortavelmente, que estamos juntos nessa pesquisa. É o seguinte. Em latim, há palavras homógrafas, mas não podemos dizer, com toda segurança que também são homófonas, pois a língua latina é de ritmo quantitativo, enquanto a língua portuguesa é de ritmo intensivo. Assim, no caso de PENNA, pluma e PENNA, rochedo (embora haja a forma paralela PINNA) não podemos afirmar categoricamente que ambas pronúncias tenham sido iguais. Além disso, PINNA, também com o sentido de flecha, e objeto para se escrever, deu em português pena de escrever (mais tarde caneta, por metonímia, pois se trata do uso da parte pelo todo).
Os fatos:
1- No Rio de Janeiro há a Igreja Nossa Senhora da PENHA, no bairro carioca de mesmo nome, no alto de uma grande e alta pedra;
2- No Rio de Janeiro há a Igreja Nossa Senhora da PENA, no bairro carioca de Jacarepaguá, também no alto de uma grande e alta pedra.

As observações:

Em português PENA está dicionarizado como: a) s.f. sanção (do gr. poine), profundo sentimento, compaixão, dó, desgosto, ser útil, vantajoso, compensar em valer a pena – expressão considerada por purista como galicismo , substituindo-se por valer o esforço; b) s.f. cada uma das estruturas ceratinizadas que revestem o corpo das aves (lat. Penna, o que serve para voar). José Pedro Machado, parece-me que foi quem melhor atentou para o problema das origens nestes casos intrincados. Diz ele: “Em tempo escrevi alguma coisa sobre o étimo de pena e penha: pensei que aquela (pena) palavra poderia ser céltica, e esta (penha) derivar dela: todavia é mais natural, de um lado, ver em pena o latim pinna no sentido de "ameia", o qual depois se desenvolveria no de “rocha”, “penhasco”, por a ameia ser de pedra, e elevada, e do outro, ver em penha influência espanhola. Como se verifica, Leite de Vasconcelos não rebateu a hipótese céltica reconhecendo noutro passo a antigüidade das formas ou de algumas formas, acrescento eu, em pena. É que em alguns casos pena, e seus compostos e derivados, podem representar o céltico penn, pen, “cabeça”, “cabeço”, “extremidade”, “cabo”, em gaulês e em galês, tendo havido confusões com o latim penna, “asa”. O latim bene, “bem”, confundiu-se mais tarde com o árabe, bem, “filho de”, e o português penha).

O que procurar?

1) Saber se o onomástico PENHA, bairro carioca é mais antigo ou mais novo do que o santuário de N.S. da PENA, em Jacarepaguá (Bairro da Freguesia);
2) Saber se, sendo mais novo o santuário de Jacarepaguá, houve necessidade de se alterar o nome de PENHA (pois já existiria o nome do bairro do subúrbio da Central) para PENA, e, nesse caso, PENA seria o objeto com que se escreve, pois, atualmente, N.S. da PENA é protetora dos escritores.

É sabido que em Portugal, existe o Castelo da PENA, em Sintra, num alto morro de granito, semelhante à localização da Igreja brasileira de N.S. da Penha, no bairro carioca de mesmo nome. Então, tentaremos chegar a conclusões que poderão ser óbvias ou não, quem sabe?
Fico no aguardo de seu pronunciamento. Meu caríssimo amigo carioca e grande esculápio, topas ou não topas essa empreitada? Um abraço afetuoso do Feijó.

Aguardo a resposta dele.

ATÉ A PRÓXIMA

18 de agosto de 2011

M E D I T A Ç Ã O



Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand






(judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920)






Aplica-se ou não se aplica ao B R A S I L de hoje ?









“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.






Fonte: Jader Ribeiro






ATÉ A PÓROXIMA

28 de julho de 2011

LÁGRIMA


Uma lágrima de luz
brilhante e transparente,

nascida imprudentemente

da humana inconseqüência de amar.

Lágrima louca, tu és

a distorção e a inversão do Outro,
que sempre procurei dentro do espelho.



E meus olhos choram,

e refletem no ar

a tua imagem angustiada,
plena daquele brilho estúpido

que estão nos olhares dos santos,
que só sabem perdoar.









ATÉ A PRÓXIMA


14 de julho de 2011

ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Ontem, dia 13 de julho, a Academia de Letras de Balneário Camboriú comemorou 9 anos de existência. A bonita festa foi realizada na Câmara Municipal da cidade e contou com o apoio da Fundação Cultural e da própria Câmara Municipal de Vereadores. A nossa Academia de Letras nos proporcionou a todos uma sessão memorável. Seu atual presidente, Isaque de Borba Corrêa, conduziu os trabalhos com excelente desenvolvimento e homenageou figuras representativas da cultura e da política da cidade. Mas deixei de me expressar sobre o que realmente significa para a sociedade uma Academia de Letras. Como a festividade teve uma longa pauta, não quis alongá-la com mais palavras. Além do mais, ao cabo da festa, quando poderia ainda pedir a palavra, as autoridades públicas já haviam se retirado, por terem outros compromissos oficiais assumidos.



Numa Academia de Letras há poetas, romancistas, contistas, cronistas, historiadores, filólogos, e demais escritores que trabalham com uma matéria prima comum: a língua. Essa matéria prima é o mais significativo e importante código social. É por ela que nos comunicamos e expressamos nossos sentimentos, os mais recônditos, os mais enraizados no fundo de nossas almas. Por essa matéria prima, a língua, falamos de outros códigos, num exercício de metalinguagem constante e nos aprimoramos na vida social em prol do bem comum, inclusive. Portanto, é aqui, nessa Academia de Letras de Balneário Camboriú que também exercemos nossa cidadania. E mais, aceleramos o progresso através de ações quase despercebidas do grande público, quando, por exemplo, seus pares publicam suas obras, com conteúdos, os mais diversificados possíveis, pois é nessa diversidade de temas que vamos encontrar a unidade em torno da qualidade e da excelência que se purificam sempre e trazem para todos informações referenciais e estéticas, para a solidificação profissional ou para o regalo contemplativo de nosso pensamento.



Assim, ontem, ouvimos e percebemos o entusiasmo com que o nosso presidente, um incansável pesquisador de fatos, documentos e vestígios históricos do passado dessas bonitas terras catarinenses, relatou como conseguiu chegar às origens de um termo lingüístico, perdido num passado secular. Este acontecimento surgiu num momento de pura emoção, quando a Academia reverenciava e homenageava seus membros que já não estão fisicamente entre nós: o momento da saudade.
Assim, foi resgatado um termo de nossa língua que pertencia ao vocabulário ativo dos catarinenses que se envolveram na Guerra do Contestado. O nosso presidente, Isaque, é um “catador” de palavras. Muitos dos presentes não tiveram tempo de entender o que esse tipo de trabalho significa para a comunidade, pois pode passar como irrelevante, sem nenhuma correlação com a praticidade do dia-a-dia do cidadão comum e de não ter importância para o país. Mas é preciso lembrar a todos que o trabalho de garimpagem lingüística ou de busca das origens lingüísticas ou, ainda, dos estudos dialectológicos é também uma forma de crescimento cultural, pois, com isso, resgata-se o passado de nossa gente e dá-se o primeiro passo para o surgimento de uma política de integração nacional. Um país imenso como o nosso com diversidades culturais incríveis, mas unido pela língua comum, deve preservar seus regionalismos, suas formas lingüísticas diatópicas e diatrásticas. Tenho conhecimento de que esse trabalho está sendo executado, aqui perto de nosso município, na Universidade do Sul de Santa Catarina, em Palhoça, como atesta, por exemplo, o trabalho do Professor Tadeu Luciano Andrade, intitulado “Os estudos dialectológicos no Brasil: as contribuições para o ensino da língua”. Com os estudos dialectológicos o ensino da língua pátria poderá ser um dos primeiros tópicos atingidos pela aceleração cultural, envolvendo instituições, professores, alunos e um grupo incontável de agentes comprometidos direta ou indiretamente com o processo educacional de ensino/aprendizagem, talvez surgindo daí novas políticas públicas que resgatarão, sem dúvida alguma, o péssimo ensino da língua pátria em quase todos os rincões desse imenso e querido Brasil. De mais a mais, um povo que não conhece seu passado, não terá um futuro digno. A busca do passado lingüístico é também uma forma de se exercitarem os métodos científicos e preparar o aprendizado da língua, impulsionadora do progresso. Esse trabalho, em suma, é uma forma superior de se fazer ciência, mesmo lidando-se com objetos menos visíveis, pois a ciência nunca foi do particular e sim do geral.


As pesquisas dialectológicas envolveram grandes nomes de nossa filologia como Serafim da Silva Neto, Celso Cunha, Antenor Nascentes, Aryon Dall’ignea Rodrigues e muitos outros. Desde 1957, por ocasião do III Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, realizado em Lisboa, foi defendida a necessidade de elaboração de atlas lingüísticos regionais. Para se ter uma pequena e inicial visão da importância geopolíca, inclusive, desses trabalhos dialectológicos, cito o surgimento de obras importantíssimas como o Atlas Prévio dos Falares Baianos, em 1963; o esboço de um Atlas Lingüístico de Minas Gerais (1977); o Atlas Lingüístico da Paraíba (1984); o Atlas Lingüístico de Sergipe (1987); o Atlas Lingüístico do Ceará; o Atlas Lingüístico de São Paulo; o Atlas Lingüístico da Região Sul; o Atlas Etnolingüístico dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro e, ainda, recentemente, surgiram, em diversos Cursos de Pós- graduação, trabalhos relacionados à geolingüística, como foi o caso do Atlas Lingüístico do Paraná, tese de doutorado de Vanderci Aguilera, recentemente publicado em 1995.


Por tudo isso, creio que dei uma idéia de como a nossa Academia de Letras de Balneário Camboriú, através da participação cultural de todos os seus integrantes, em todas as suas áreas e expecializações pode acelerar o progresso cultural de nossa terra. E me entusiasmei sobremaneira com as pesquisas lingüísticas diatópicas, executadas há muitos anos pelo nosso atual presidente, Isaque de Borba Corrêa, que nos apresentou interessantíssimo e emocionado exemplo de como se resgatam raízes perdidas de nosso idioma, fato que pode ajudar a desenvolver a cultura nacional, acelerando o desenvolvimento, criando novos mercados de trabalho, gerando riquezas e dignificando as ciências e letras de nosso Município, de nosso Estado e de nosso País.



ATÉ A PRÓXIMA

24 de junho de 2011

BALNEÁRIO CAMBORIÚ ON LINE EM TEMPO REAL





Acessem esse link:


ESSE AÍ EMBAIXO É SÓ UMA PARTE. É A VISTA DE SUL PARA NORTE. HÁ NO SITE ACIMA VÁRIAS VISÕES DA CIDADE.

APROVEITEM.


http://www.bcaovivo.com/aovivo/balneariocamboriu-norte/



Curtam essa bonita cidade.

ATÉ BREVE.

10 de abril de 2011

TEMPESTADE


A moderna poesia descritiva e temática parece que agradou e sua produção se faz presente no Brasil inteiro. Aqui pelo Sul, do Rio Grande ao Paraná floresce uma plêiade de bons poetas, que se aventuram pela poesia temática. Sobre a arte secular do circo, Alkimar Santos, lançou Circenses, obra de um magnífico apuro formal próprio de quem domina plenamente a língua portuguesa e trabalha o verso moderno com segura técnica e beleza. Sua estrofação surpreende pelas rimas internas e pelo emprego especial do "enjambement". Sobre o paisagismo de uma infância, marcada pelos caminhos do Rio Testo, que serpenteia Pomerode, Irwnêu Voigtlaender pincela a vida com o tom nostálgico de recordações, em seu livro Céu de Cristal. Em Porto Alegre, Colmar Duarte caminha pelas margens de sua Água de Sanga, ao luar, com seu cavalo que “morde o silêncio do freio”, numa noite de Insônia. São versos que soluçam um tempo distante que não volta mais. O memorialismo poético também acompanha a poesia descritiva e temática, servindo, outrossim, de elemento catalisador entre um assunto destacado e a participação do eu – lírico do poeta, embutido na cosmovisão plena daquilo que será transfigurado. Maria Carmen Varejão, com seus poemas de Canto à Vida, não deixa de invocar a lembrança dos amigos poetas, dedicando a eles poemas e fotografias, pois, como diz: “Tua força está no que acreditas/Pelos caminhos do vento andaste.../Acreditas no amor sem reservas/Num mundo real, sem máscaras”. O conjunto da obra denuncia um tema perseguido: o amor. Significativo é o tema histórico do último livro de Luigi Maurizi, Alforria, floreios na servidão. Temática anacrônica, como proposta, mas bem conduzida e repleta de vestígios recorrentes ao romantismo poético de Castro Alves. Também na linha temática, sem trocadilho, o livro de poemas de Tamara Kaufmann, Santa Catarina Entre Linhas e Poemas é um cromo, unindo arte poética, fotografia e tecelagem. Eduardo Torto Meneghelli Júnior, com seus Borbulhos Mentais, já em segunda edição, trabalha os estratos fônicos, morfo-sintáticos e semântico, identificando seu texto poético com o Noigandres do concretismo de Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Décio Pignatari e Ronaldo Azeredo, que exploraram as virtualidades das palavras, experimentalmente, em 1956. Agora, em 2011, Fátima Venutti, relançou seu livro Tempestade, na Fundação Cultural do município de Balneário Camboriú, numa bonita noite de festas, de cultura e de muito calor humano. Foi neste último sábado, dia 9 de abril. Tempestade é um livro de poemas, editado por Nova Letra, Gráfica e Editora, 2010, Blumenau. Belo e expressivo projeto gráfico de Rosane Kurzhals. Trata-se também de poesia descritiva e temática, onde a chuva, a tempestade e suas conseqüências marcam o Leitmotif, o fio condutor, de seu texto poético, ávido em buscar o conotativo e a transfiguração da realidade, através de versos e estrofações modernos, sem abandonar totalmente a versificação tradicional, como se pode ver em: “A chama da vela que engana/reclama insensata uma ausência.? Respinga o choro incontido e/rastreia, solitária, seu último respiro”. De parabéns está Santa Catarina em geral e, também, particularmente, seu pólo cultural, localizado nos municípios do entorno do Vale do Rio Itajaí-açu, que é pródigo em doutores, poetas e loucos...


ATÉ A PRÓXIMA
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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.