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30 de junho de 2015

INÍCIO, MEIO E FIM








TUCANO NA CUT



Recebi de meu amigo, Hélio Rodrigues, de muitos e muitos anos, um texto que falava sobre um assunto muito interessante: palíndromos. Fiquei contente, não só por ter notícias desse amigão dos tempos da caserna e da juventude passada nas dependências do Jacarepaguá Tênis Clube, como também porque ele preparou o gancho para me atiçar naquilo de que mais gosto: mexer com os mistérios da linguagem. Desta forma troco ideias com você e dou asas à minha imaginação, pensando que posso escrever alguma coisa que valha a pena.

Mas como ninguém é um sabe-tudo, achei muito interessante esse assunto sobre os palíndromos e aqui estou novamente, tentando ensinar o padre-nosso aos vigários que, por puro acaso possam vir a ler estas mal traçadas linhas.  Palíndromos vem do grego e significa "que corre de novo, que corre em sentido inverso, que volta sobre seus passos.Palin = em sentido inverso; Dromo = que corre (lembra-se de autódromo ?)

Agora, meu amigo, se for um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos (11, 111, 22, 66, 1221 etc), normalmente, da esquerda para a direita e ao  contrário, o nome que se dá a essa coisa muito esquisita, estranha e curiosa é CAPICUA. Essa palavra é um substantivo. Os dicionários não registram o adjetivo correspondente, creio que seja pela qualidade duvidosa de seu significado. Quem sabe! Então, eu o criei. Chamo o respectivo adjetivo de CAPICÚLIO, o que tem a qualidade da expressão numérica CAPICUA. E veja a origem dessa palavra. Trata-se de uma palavrinha exibidinha, que esconde suas partes íntimas... Bem, a cabeça (CAPUT) vem bem à mostra e a outra parte, a de baixo, ela a traz muito escondida, escamoteada (CULUM). Então, CAPICUA, este  substantivo feminino, de duas pontas é o início, a cabeça, e o fim, o cu.

Rodrigues, obrigado. Depois de ter falado de início e de fim, vou tentar transformar tudo isso numa crônica, mas é bom dizer que nunca vamos encontrar nos discursos linguísticos e etimológicos dos fillólogos a beleza harmônica dos versos de um Raul Seixas, por exemplo, onde o poeta, que teria feito 70 anos nesse fim de semana, é início, fim e meio. 

ATÉ A PRÓXIMA

2 comentários:

Thereza Pires disse...

Oi,Professor
Não quero me repetir,mas seus textos são aulas incríveis.

Professor Feijó disse...

Obrigado, Thereza Pires, mas você é que, mais uma vez, se mostra bondoso para com meus singelos textos. Muito obrigado, e vamos em frente, com os novos reforços tricolores. Avante FLUZÃO !

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.