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25 de maio de 2013

MANUEL BANDEIRA


Manuel Bandeira, para mim, é o mais clássico dos poetas modernistas. Há, mais ou menos, dois anos antes de morrer,  publicou no Suplemento Literário do Jornal carioca, O Diário de Notícias, um sonetilho, intitulado O CRUCIFIXO. 
Estando em seu apartamento, na Av. Beira Mar, ali, perto do aeroporto Santos Dumond, enfermo, com a perna quebrada, me recebeu e a um amigo comum, para uma visita. Na oportunidade, declamei para ele um soneto que fiz em sua homenagem, relacionado à sua publicação no Diário de Notícias. Dei-lhe o título de:   A MANUEL BANDEIRA.   Isso no ano da graça do Senhor de 1966. Reproduzo o soneto aqui para os meus leitores.


A MANUEL BANDEIRA



Tu que fazes verso como quem morre
- Tua boca murmurou prece sentida -
Vai, no prazer de quem a ti recorre,
Vivendo sempre a tua longa lida.

Se a tua lira genial, que o mundo corre,
A ti não perdoou, pois redimida
está a humanidade, que a ouviu e jorre
De dentro de teu ser uma outra vida.

Tua mãe e Maria Cândida que rezem
Para que fiques mais à Terra fixo
E faças versos que solucem amor,

Que seja sempre a tua vida a flor
Que salva o mundo - e onde muitos gemem -
Salvo tu já estás com o CRUCIFIXO.


Rio de Janeiro, 1966.


ATÉ A PRÓXIMA

24 de maio de 2013

MARACA NUNCA MAIS









O Maracanã não é mais o mesmo. Desfiguração total. Do alto, nem tanto, mas por baixo, é sério. Acabaram com a Geral das grandes figuras emblemáticas do folclore esportivo brasileiro e com aquela beleza de cobertura, sensacionalmente arrojada e única no mundo. Não mais comportará os quase duzentos mil expectadores de um BRASIL  X  PARAGUAI, do distante ano de 1969, por exemplo, quando no dia 31 de agosto, 183.341 torcedores pagaram ingresso, para assistirem ao jogo das Eliminatórias da Copa de 70, no México. Um recorde que jamais será superado agora no novo estádio. O verdadeiro MARACA, primeiro e único, desapareceu. Não existe mais! Sugerimos que  nunca mais seja ao Estádio do Maracanã aplicado o termo ocorrido por redução lingüística, que tanto o caracterizou: MARACA. O belo estádio Mário Filho, ou Maracanã, nunca mais será o mesmo MARACA. Transformaram-no em mais um estádio de futebol qualquer, como os vários que existem na Europa, por exemplo. Aquela arquitetura arrojada de um mestre, como Haroldo Lisboa da Cunha desapareceu para sempre. O Prof. Dr. Haroldo Lisboa da Cunha, da UERJ, foi o responsável pelos cálculos matemáticos da arrojada arquitetura do Maracanã, principalmente pelo vão das arquibancadas cobertas. Um dos pavilhões da UERJ recebeu merecidamente, o seu nome. Demolir parcialmente o Maracanã foi um crime (aliás, vários, inclusive de superfaturamento) de lesa-arquitetura. Quem não sabe disso, aplaude, por pura ignorância ou comprometimento na farra dos dinheiros públicos que rolou. "CAIXA CHEIA”! Gritarão os políticos do Rio de Janeiro e de Brasília, mas nunca mais o José Carlos Araújo, o Garotinho, da Rádio Globo, bradará magnificamente aquele clichê notável de CASA CHEIA, alardeando pelas ondas hertzianas que o Maracanã está completamente lotado! Isso ele fazia ao abrir os trabalhos de todas as transmissões esportivas prestigiadas pela galera e pelo povão... Será que teremos que assistir aos jogos de terno e gravata? Uma pena, ou melhor: uma ROUBADA...

ATÉ A PRÓXIMA

19 de maio de 2013

CULTURA ? QUE CULTURA ?





É claro que ninguém fala como escreve, mas quando qualquer fala é passada para o registro escrito, deve-se ter muito cuidado para que as formas mais relaxadas da oralidade sejam adaptadas à norma culta da língua. Mas será que isso sempre acontece? Por estas bandas isso é um problema. Presenciei algo estarrecedor ao ler um agradecimento de um político que recebia de mão beijada um cargo oficial, mesmo não apresentando, pelo que disse em sua falação, o menor cacoete para o tal cargo. Então, insisto. Não é possível que algum texto que venha à luz publicamente, saído de uma entidade oficial de qualquer governo, quer seja federal, estadual ou municipal, apresente uma redação, capaz de colocar em estado de alerta os seus cidadãos, tamanha a falta de comprometimento linguístico com as mais comezinhas regras do bem falar e do bem escrever. Esses textos devem ser confeccionados, dentro do registro culto da língua portuguesa. E o texto que motivou esses comentários foi o pronunciamento de um senhor, investido no cargo de Secretário de Cultura do Município de Balneário Camboriú, SC. O que vamos apresentar aos nossos leitores foi a origem e o “in fine obrarum”. Antes, porém, é bom observar que toda língua de cultura, e o português o é, apresenta registros diferentes em sua manifestação. Língua de cultura, é bom lembrar, é aquela com que o país se comunica com os seus cidadãos e tem representação na ONU. Outrossim, como se sabe, a língua pode ser oral, quando é falada e escrita, quando é grafada. Sempre foi assim com línguas de cultura, que são aquelas, como foi dito, usadas por um Estado, política e geograficamente constituído.  A Língua Padrão apresenta duas variações: a Língua Padrão escrita e a Língua Padrão coloquial. A língua padrão , que escrita, quer coloquial, obedece a uma estrutura ideal que abrange a nação inteira, apresentando uma disciplina gramatical disseminada no âmbito social. Quando utilizada por escritores, em poesia ou ficção, naturalmente apresenta propriedades estilísticas individuais. A língua literária, portanto, não raro reestrutura esteticamente os elementos da língua padrão, para a criação de um estilo próprio. Fora do âmbito literário ou artístico, ou seja, em estudos técnicos e pronunciamentos oficiais, a língua deve se manter fiel à sua tradição gramatical. E isso é ensinado nas escolas. É o principal objetivo da Escola. A língua padrão deve ser utilizada em todas e quaisquer situações onde a formalidade seja evidente. Mas foi o que não aconteceu na posse de um membro do Governo Municipal de uma cidade de Santa Catarina, onde o seu Prefeito deu posse ao Presidente da Fundação Cultural da cidade, com status de secretário de governo, como acima apontei. Vejam o seu discurso e as nossas anotações. Um total de 20 erros gravíssimos para quem assume a Direção de uma Fundação que se diz cultural, em nome de um governo, que diz trabalhar em prol da cultura dos que vivem em nossa terra e pelo progresso do Brasil.

Cruzes!!!!!!


Vejam o tal pronunciamento:



Boa Noite Senhores e Senhoras.

Amigas e Amigos, a 1 minha Mãe aqui presentes e demais familiares.Colegas do Governo, Companheiros e como diz Isaque Borba 2- Boa noite aos “praianos” aqui presentes.
É com imensa satisfação que assumo os diversos desafios que
estão apresentados para o Setor da Cultura e o Governo Municipal3;
Estarei presidente da Fundação Municipal de Cultura por diversos motivos, entre eles por compreender que é essencial para a
pessoa humana 4  a educação, o trabalho, a sustentabilidade, a cultura, a ciência, a tecnologia, a saúde, o meio ambiente e incluo a militância política.5
A militância política no Partido dos Trabalhadores desde 2001, permitiu-me constatar que ou nós participamos da construção da sociedade ou construirão por nós a realidade que vivemos;
Também não basta militância política em movimentos sociais, é preciso a militância política partidária para garantir a efetivação através da gestão participativa do Estado Brasileiro;
Agradeço ao Partido dos Trabalhadores por disponibilizar ao prefeito Edson Piriquito o meu nome para que o represente e atue no governo municipal de maneira que atenda
as6 diretrizes do seu governo e promova a cultura para as pessoas da nossa cidade.
No governo Edson Piriquito caberá desenvolvermos a cultura para a cidade,
pois este é o local onde os cidadãos criam, interagem, reproduzem e consomem cultura.7
De imediato teremos que promover ações que propiciem aplicação da Lei de incentivo e fomento
a8 cultura, que investirá em projetos culturais de teatro, dança, música, literatura, audiovisual, artes visuais, artes populares e circo.
Da mesma forma teremos que promover ações de inauguração e um cronograma de atividades do Teatro municipal, que estimule
m e valorizem9 a cultura local e artistas praianos. 
Ressaltamos que estas iniciativas imediatas são solicitações do prefeito Edson Piriquito.
Em curto prazo temos o compromisso de
propor e desenvolver uma proposta10 para a elaboração do Plano Municipal de Cultura que permita contemplar, revitalizar e dar visibilidade a11 diversidade cultural de Balneário Camboriú.
Nos últimos anos,
à12 exemplo do Governo Lula, o governo da presidenta Dilma, tem investido no setor da Cultura por meio de programas como o Cultura livre, pontos de cultura e o vale cultura e 13 cabendo a nós, município, habilitarmos14, perante o Ministério da Cultura, para incorporar esses programas no cotidiano da nossa cidade. A relação estreita ( ....)15 com o Minc, cooordenado pela companheira Marta Suplicy do PT, certamente nos enche de expectativa.
A intensa vivência com os movimentos sociais me fez compreender que as políticas públicas bem sucedidas só acontecem quando as definições são resultantes da participação da sociedade civil organizada e, este será o princípio norteador de minha gestão na Fundação Cultural de Balneário Camboriú: a participação da sociedade civil organizada.

Para estes desafios tenho como
potencial16 a Equipe da Fundação Cultural e a Companheira do Partido dos Trabalhadores Guilhermina Stuker, Licenciada em História e Mestre em Educação, que assume a Diretoria de Artes. 

Desta forma, convoco os artistas, profissionais da cultura, as cidadãs e os cidadãos praianos, para que juntos possamos expressar o cenário
para17  a cultura que queremos, no qual cada cidadão, cada cidadã desfrute de espaços culturais adequados as  18 suas manifestações; que tenham oportunidade de acessar, criar e consumir o produto cultural que desejar19 , que sejam disponibilizados cursos para as diversas linguagens e que as escolas, pela 20  parceria com a Secretaria da Educação, irradiem cada vez mais arte e cultura.

Concluo agradecendo ao Sr. Prefeito a oportunidade de fazer parte do seu governo, aos Presidente anteriores Eduardo Torto Meneghelli e Paulo César Brito de Oliveira pelo trabalho desenvolvido até então.

Agradeço também a presença de todas e todos

Um forte abraços e desde já obrigado por assumirem o compromisso com a Cultura em Balneário Camboriú
.

AGORA, AS CORREÇÕES:

1 - sem necessidade.
2-  “Não é autor que se cite”, como dizia também Eduardo Portela, que foi citado indiretamente.
3- "que estão apresentados para o Setor da Cultura e o Governo Municipal" Sintaxe equivocada. Ou seria: ...que estão sendo apresentados pelo Setor da Cultura e do Governo Municipal... ou seria: ...que serão apresentados pelo Setor da Cultura e do Governo Municipal. Em ambos os casos, por que a “imensa satisfação” ?
4 -  “pessoa humana”. Haverá pessoa que não seja humana?
5 -  é essencial para a pessoa humana a educação, o trabalho, a sustentabilidade, a cultura, a ciência, a tecnologia, a saúde, o meio ambiente e incluo a militância política. Qual é o sujeito de é ? Resposta: a sustentabilidade, a cultura, a ciência, a tecnologia, a saúde, o meio ambiente e incluo a militância política. Logo, o verbo SER deverá estar no plural, assim: são.
6 - Corrige-se para às.
7 - Comentário: isso é óbvio!
8 - Corrige-se para à.
9 - Corrige-se para ...estimulem e valorizem . (Houve um crasso erro de concordância).
10 - "propor e desenvolver uma proposta"Vocabulário redundante.
11 - Corrige-se para à.
12 - Corrige-se para a.
13 – Um – e - a mais, antes de gerúndio.
14 - habilitarmo-nos e não habilitarmos.
15 - ( ....) = que temos (ou coisa parecida, para fazer sentido).
16 - potenciais e não potencial (erro de concordância).
17 - de, em vez de para.
18 - às suas em vez de as suas.  
19 - desejar – errado. Deve ser desejarem.
20 - pela . Errado, corrija para  em.

Então, eu pergunto. 

CULTURA ?  QUE CULTURA ?


ATÉ A PRÓXIMA,

14 de maio de 2013

A LÍNGUA GALEGA FARÁ PARTE DO MUNDO LUSÓFICO





DE MEU AMIGO, JOAQUIM PINTO DA SILVA. (PORTO, PORTUGAL)

O parlamento galego aprovou, esta terça-feira, uma proposta de lei de iniciativa popular para potenciar a língua portuguesa naquela região autónoma espanhola, como no ensino e no reconhecimento do domínio do português no acesso à função pública.

Esta proposta de lei, subscrita por mais 17 mil pessoas, foi desenvolvida durante o ano de 2012 pela comissão promotora da Iniciativa Legislativa Popular (ILP) "Valentín Paz-Andrade" e reclamava "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia".

A aprovação foi feita com os votos favoráveis dos quatro agrupamentos políticos representados no parlamento galego, em Santiago de Compostela, durante uma discussão que levou cerca de uma hora e quinze minutos, tendo sido admitida a processo legislativo, que ainda será preparado antes de publicado oficialmente.

O primeiro dos artigos que constam desta proposta define que o governo galego "incorporará progressivamente, no prazo de quatro anos, a aprendizagem da língua portuguesa em todos os níveis de ensino regrado" e que o domínio do português "terá especial reconhecimento para o acesso à função pública e concursos de méritos".

No segundo artigo estabelece-se que o relacionamento "a todos os níveis" com os países de língua oficial portuguesa "constituirá um objetivo estratégico" do governo galego, nomeadamente fomentando a participação das instituições regionais em fóruns lusófonos económicos, culturais, ambientais e desportivos, bem como a organização na Galiza de eventos "com presença de entidades e pessoas de territórios que tenham o português como língua oficial".

Define, ainda, no terceiro artigo, que o governo regional "tomará quantas medidas forem necessárias para lograr a receção aberta em território galego das televisões e rádios portuguesas mediante Televisão Digital Terrestre".

Os deputados do Bloco Nacionalista Galego (BNG) votaram a favor da proposta, admitindo, durante a sessão parlamentar de hoje, a necessidade de travar a "tendência negativa" da utilização da língua galega na região, fruto de um processo de "normalização" linguística em curso há 30 anos, envolvendo o idioma nacional espanhol.

Ana Pontón Mondelo (BNG) afirmou que o "afastamento da Galiza da Lusofonia" representa uma "negação histórica", reclamando por isso a abertura de uma "porta" para os cerca de 250 milhões de falantes de português, não só em termos culturais, mas também económicos.

O aproveitamento do português é visto naquela região como uma forma de potenciar a utilização do galego, dada a sua proximidade, facilidade de compreensão e tronco comum de origem, em termos linguísticos.

Pela Alternativa Galega de Esquerda (AGE), o deputado Xabier Ron Fernández confirmou o voto favorável, por entre citações de Pessoa e Saramago, e críticas às "políticas galegófilas" do próprio Governo Regional da Galiza, sobre a defesa da língua galega. "Mas esta proposta não deve servir para criar tensões", advertiu.

Do agrupamento socialista, Francisco Caamaño Domínguez sublinhou tratar-se de uma proposta que "toca no cerne" da alma galega, motivo pelo qual mereceu igualmente o voto favorável. "Ninguém nos pode tirar aquilo que temos em comum, que é a nossa cultura", apontou o deputado do PS da Galiza.

Apesar de ser de iniciativa popular, a discussão desta proposta no parlamento foi agendada pelo Partido Popular da Galiza (PPdG), maioritário naquele órgão, que também votou a favor.

O deputado Agustín Baamonde Díaz recordou a "origem comum e proximidade linguística entre galego e português", o que permite o entendimento entre as duas línguas "sem necessidade de intermediários".

"Permite uma saída universal para o galego, permite conectar com um mercado económico muito grande", defendeu o deputado do PPdG sobre a proposta, apesar de apontar a necessidade de "estudar bem" a proposta de lei que resultará da aprovação da tomada em consideração desta ILP.

"Deve ficar claro na sua introdução que se trata de uma língua estrangeira, com um caráter opcional, não obrigatória", sublinhou.
Esta proposta de lei, subscrita por mais 17 mil pessoas, foi desenvolvida durante o ano de 2012 pela comissão promotora da Iniciativa Legislativa Popular (ILP) "Valentín Paz-Andrade" e reclamava "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia".
A aprovação foi feita com os votos favoráveis dos quatro agrupamentos políticos representados no parlamento galego, em Santiago de Compostela, durante uma discussão que levou cerca de uma hora e quinze minutos, tendo sido admitida a processo legislativo, que ainda será preparado antes de publicado oficialmente.
O primeiro dos artigos que constam desta proposta define que o governo galego "incorporará progressivamente, no prazo de quatro anos, a aprendizagem da língua portuguesa em todos os níveis de ensino regrado" e que o domínio do português "terá especial reconhecimento para o acesso à função pública e concursos de méritos".
No segundo artigo estabelece-se que o relacionamento "a todos os níveis" com os países de língua oficial portuguesa "constituirá um objetivo estratégico" do governo galego, nomeadamente fomentando a participação das instituições regionais em fóruns lusófonos económicos, culturais, ambientais e desportivos, bem como a organização na Galiza de eventos "com presença de entidades e pessoas de territórios que tenham o português como língua oficial".
Define, ainda, no terceiro artigo, que o governo regional "tomará quantas medidas forem necessárias para lograr a receção aberta em território galego das televisões e rádios portuguesas mediante Televisão Digital Terrestre".
Os deputados do Bloco Nacionalista Galego (BNG) votaram a favor da proposta, admitindo, durante a sessão parlamentar de hoje, a necessidade de travar a "tendência negativa" da utilização da língua galega na região, fruto de um processo de "normalização" linguística em curso há 30 anos, envolvendo o idioma nacional espanhol.
Ana Pontón Mondelo (BNG) afirmou que o "afastamento da Galiza da Lusofonia" representa uma "negação histórica", reclamando por isso a abertura de uma "porta" para os cerca de 250 milhões de falantes de português, não só em termos culturais, mas também económicos.
O aproveitamento do português é visto naquela região como uma forma de potenciar a utilização do galego, dada a sua proximidade, facilidade de compreensão e tronco comum de origem, em termos linguísticos.
Pela Alternativa Galega de Esquerda (AGE), o deputado Xabier Ron Fernández confirmou o voto favorável, por entre citações de Pessoa e Saramago, e críticas às "políticas galegófilas" do próprio Governo Regional da Galiza, sobre a defesa da língua galega. "Mas esta proposta não deve servir para criar tensões", advertiu.
Do agrupamento socialista, Francisco Caamaño Domínguez sublinhou tratar-se de uma proposta que "toca no cerne" da alma galega, motivo pelo qual mereceu igualmente o voto favorável. "Ninguém nos pode tirar aquilo que temos em comum, que é a nossa cultura", apontou o deputado do PS da Galiza.
Apesar de ser de iniciativa popular, a discussão desta proposta no parlamento foi agendada pelo Partido Popular da Galiza (PPdG), maioritário naquele órgão, que também votou a favor.
O deputado Agustín Baamonde Díaz recordou a "origem comum e proximidade linguística entre galego e português", o que permite o entendimento entre as duas línguas "sem necessidade de intermediários".

"Permite uma saída universal para o galego, permite conectar com um mercado económico muito grande", defendeu o deputado do PPdG sobre a proposta, apesar de apontar a necessidade de "estudar bem" a proposta de lei que resultará da aprovação da tomada em consideração desta ILP.

"Deve ficar claro na sua introdução que se trata de uma língua estrangeira, com um caráter opcional, não obrigatória", sublinhou.
Esta proposta de lei, subscrita por mais 17 mil pessoas, foi desenvolvida durante o ano de 2012 pela comissão promotora da Iniciativa Legislativa Popular (ILP) "Valentín Paz-Andrade" e reclamava "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia".
A aprovação foi feita com os votos favoráveis dos quatro agrupamentos políticos representados no parlamento galego, em Santiago de Compostela, durante uma discussão que levou cerca de uma hora e quinze minutos, tendo sido admitida a processo legislativo, que ainda será preparado antes de publicado oficialmente.
O primeiro dos artigos que constam desta proposta define que o governo galego "incorporará progressivamente, no prazo de quatro anos, a aprendizagem da língua portuguesa em todos os níveis de ensino regrado" e que o domínio do português "terá especial reconhecimento para o acesso à função pública e concursos de méritos".
No segundo artigo estabelece-se que o relacionamento "a todos os níveis" com os países de língua oficial portuguesa "constituirá um objetivo estratégico" do governo galego, nomeadamente fomentando a participação das instituições regionais em fóruns lusófonos económicos, culturais, ambientais e desportivos, bem como a organização na Galiza de eventos "com presença de entidades e pessoas de territórios que tenham o português como língua oficial".
Define, ainda, no terceiro artigo, que o governo regional "tomará quantas medidas forem necessárias para lograr a receção aberta em território galego das televisões e rádios portuguesas mediante Televisão Digital Terrestre".
Os deputados do Bloco Nacionalista Galego (BNG) votaram a favor da proposta, admitindo, durante a sessão parlamentar de hoje, a necessidade de travar a "tendência negativa" da utilização da língua galega na região, fruto de um processo de "normalização" linguística em curso há 30 anos, envolvendo o idioma nacional espanhol.
Ana Pontón Mondelo (BNG) afirmou que o "afastamento da Galiza da Lusofonia" representa uma "negação histórica", reclamando por isso a abertura de uma "porta" para os cerca de 250 milhões de falantes de português, não só em termos culturais, mas também económicos.
O aproveitamento do português é visto naquela região como uma forma de potenciar a utilização do galego, dada a sua proximidade, facilidade de compreensão e tronco comum de origem, em termos linguísticos.
Pela Alternativa Galega de Esquerda (AGE), o deputado Xabier Ron Fernández confirmou o voto favorável, por entre citações de Pessoa e Saramago, e críticas às "políticas galegófilas" do próprio Governo Regional da Galiza, sobre a defesa da língua galega. "Mas esta proposta não deve servir para criar tensões", advertiu.
Do agrupamento socialista, Francisco Caamaño Domínguez sublinhou tratar-se de uma proposta que "toca no cerne" da alma galega, motivo pelo qual mereceu igualmente o voto favorável. "Ninguém nos pode tirar aquilo que temos em comum, que é a nossa cultura", apontou o deputado do PS da Galiza.
Apesar de ser de iniciativa popular, a discussão desta proposta no parlamento foi agendada pelo Partido Popular da Galiza (PPdG), maioritário naquele órgão, que também votou a favor.
O deputado Agustín Baamonde Díaz recordou a "origem comum e proximidade linguística entre galego e português", o que permite o entendimento entre as duas línguas "sem necessidade de intermediários".

"Permite uma saída universal para o galego, permite conectar com um mercado económico muito grande", defendeu o deputado do PPdG sobre a proposta, apesar de apontar a necessidade de "estudar bem" a proposta de lei que resultará da aprovação da tomada em consideração desta ILP.

"Deve ficar claro na sua introdução que se trata de uma língua estrangeira, com um caráter opcional, não obrigatória", sublinhou.
Esta proposta de lei, subscrita por mais 17 mil pessoas, foi desenvolvida durante o ano de 2012 pela comissão promotora da Iniciativa Legislativa Popular (ILP) "Valentín Paz-Andrade" e reclamava "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia".
A aprovação foi feita com os votos favoráveis dos quatro agrupamentos políticos representados no parlamento galego, em Santiago de Compostela, durante uma discussão que levou cerca de uma hora e quinze minutos, tendo sido admitida a processo legislativo, que ainda será preparado antes de publicado oficialmente.
O primeiro dos artigos que constam desta proposta define que o governo galego "incorporará progressivamente, no prazo de quatro anos, a aprendizagem da língua portuguesa em todos os níveis de ensino regrado" e que o domínio do português "terá especial reconhecimento para o acesso à função pública e concursos de méritos".
No segundo artigo estabelece-se que o relacionamento "a todos os níveis" com os países de língua oficial portuguesa "constituirá um objetivo estratégico" do governo galego, nomeadamente fomentando a participação das instituições regionais em fóruns lusófonos económicos, culturais, ambientais e desportivos, bem como a organização na Galiza de eventos "com presença de entidades e pessoas de territórios que tenham o português como língua oficial".
Define, ainda, no terceiro artigo, que o governo regional "tomará quantas medidas forem necessárias para lograr a receção aberta em território galego das televisões e rádios portuguesas mediante Televisão Digital Terrestre".
Os deputados do Bloco Nacionalista Galego (BNG) votaram a favor da proposta, admitindo, durante a sessão parlamentar de hoje, a necessidade de travar a "tendência negativa" da utilização da língua galega na região, fruto de um processo de "normalização" linguística em curso há 30 anos, envolvendo o idioma nacional espanhol.
Ana Pontón Mondelo (BNG) afirmou que o "afastamento da Galiza da Lusofonia" representa uma "negação histórica", reclamando por isso a abertura de uma "porta" para os cerca de 250 milhões de falantes de português, não só em termos culturais, mas também económicos.
O aproveitamento do português é visto naquela região como uma forma de potenciar a utilização do galego, dada a sua proximidade, facilidade de compreensão e tronco comum de origem, em termos linguísticos.
Pela Alternativa Galega de Esquerda (AGE), o deputado Xabier Ron Fernández confirmou o voto favorável, por entre citações de Pessoa e Saramago, e críticas às "políticas galegófilas" do próprio Governo Regional da Galiza, sobre a defesa da língua galega. "Mas esta proposta não deve servir para criar tensões", advertiu.
Do agrupamento socialista, Francisco Caamaño Domínguez sublinhou tratar-se de uma proposta que "toca no cerne" da alma galega, motivo pelo qual mereceu igualmente o voto favorável. "Ninguém nos pode tirar aquilo que temos em comum, que é a nossa cultura", apontou o deputado do PS da Galiza.
Apesar de ser de iniciativa popular, a discussão desta proposta no parlamento foi agendada pelo Partido Popular da Galiza (PPdG), maioritário naquele órgão, que também votou a favor.
O deputado Agustín Baamonde Díaz recordou a "origem comum e proximidade linguística entre galego e português", o que permite o entendimento entre as duas línguas "sem necessidade de intermediários".

"Permite uma saída universal para o galego, permite conectar com um mercado económico muito grande", defendeu o deputado do PPdG sobre a proposta, apesar de apontar a necessidade de "estudar bem" a proposta de lei que resultará da aprovação da tomada em consideração desta ILP.

"Deve ficar claro na sua introdução que se trata de uma língua estrangeira, com um caráter opcional, não obrigatória", sublinhou.





ATÉ A PRÓXIMA

6 de maio de 2013

TIMES GRANDES EM TORNEIOS PEQUENININHOS...


Estamos em maio, antes do meio do mês. Posto estas linhas no dia 6, numa segunda-feira, depois de terminar um Campeonato que se diz carioca de futebol. Ora, isso não é  campeonato nem é carioca. Não é nada, a não ser um engodo para um público trouxa, que, não tendo opções esportivas de valor, vai a distantes campos ver essa empulhação, que tenta motivar um povo desinformado para assistir a joguinhos, verdadeiras peladas, de futebol, envolvendo alguns grandes e centenários clubes do Rio e de outros municípios em torno dessa heroica Cidade Maravilhosa. No resto do Brasil é a mesma coisa. Tudo rapidinho. Tristeza absoluta ver uma tabela de jogos que dura menos de quatro meses e se caracteriza como um campeonato, com direito a festas e brigas, enganando a todos nós. Antigamente, sim! Os campeonatos regionais duravam o ano inteiro. Agora, duram quatro meses, no máximo. Isso não é campeonato. É um caça-níquel oficializado por cartolas e políticos, que, sem nenhuma imaginação, adotam essas ridículas fórmulas de meia tigela. Meia é muito: um quarto de tigela furada! Mas os torcedores do Botafogo não têm nada com isso. Parabéns! Mas não são campeões cariocas coisa nenhuma. Alguns chamam isso de "cariocão", vejam só!  São campeões, talvez, de um torneio, início de atividades mais lucrativas. São campeões de um fajuto Torneio Fluminense. Aliás, por falar nisso, perguntamos o que está acontecendo com um outro glorioso time carioca, o Fluminense? As suas barbas devem ficar de molho para a quarta-feira, em São Januário! Vá lá! A “Libertadores” pode até ser considerado um campeonato. Pelo menos dura mais e é internacional. Será isso mesmo?

ATÉ BREVE

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.