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29 de agosto de 2007

AS VOZES DO FUTEBOL

O futebol nos é apresentado por várias vozes. Desde as vozes que falam de suas regras, passando pelas vozes que mantêm a disciplina em campo, até as vozes ensandecidas dos fanáticos torcedores. As primeiras são estruturadas, destinadas à perpetuação do jogo, portanto se expressam através da língua culta, onde predomina o referencial lingüístico, numa sintaxe bem definida: uma verdadeira bula, como a que acompanha todos os remédios. Tal comparação não é gratuita, pois lá o leigo vai encontrar, muitas vezes, termos e expressões que estão muito distante de seu vocabulário ativo. Já os que não são do ramo, pouco entenderão. Esta voz disciplinadora que dita as regras do jogo funciona como um sistema fixo, praticamente imutável, a exemplo do que ocorre na língua, que tem sua norma, adotada por uma sociedade, que se serve desse código para a comunicação entre seus indivíduos. Trata-se de uma voz padrão, sem meios termos, sem metáforas, denotativa, portanto. E deve ser assim mesmo, pois essa voz vai descrever um regulamento, base de tudo que acontecerá no decorrer da aplicação desse regulamento nas partidas de todos os jogos oficiais ou não. Vai interpretar os acontecimentos ocorridos e levados a julgamento em instâncias superiores. Será o registro culto da fala do futebol. Assim como a língua, que tem seu registro culto ou popular, de acordo com sua aplicabilidade social, a voz do futebol que estabelece as regras básicas desse jogo, que fala sobre ele nos tribunais, que regulamenta tudo que o envolve, também poderá ser deturpada, estropiada, desrespeitada, falada de maneira bem diferente de como sua gramática quer que seja. Utiliza-se também de outros códigos (língua inglesa) para falar de sua estrutura máxima, enquanto jogo. Muitas vezes essa voz oficial do futebol, sua estrutura definidora do comportamento do jogo, é desrespeitada por seus “usuários”, que muitas vezes, esquecem de algumas de suas regras básicas, pois não as interiorizaram bem, ou não se adaptaram aos seus mecanismos de regência e colocação. Talvez tenham dificuldade em interpretar semanticamente seus significantes e criam, inconscientemente, mecanismos de adaptação. Esses intérpretes, usuários-falantes dessa voz do futebol são aqueles que mantêm a disciplina em campo. São as vozes dos árbitros dos jogos. Se essa voz do futebol, um verdadeiro idioma dentro de outro idioma, portanto uma metalinguagem, se essa voz, insistimos, fosse tão fácil de ser falada, ouvida e entendida não haveria necessidade de constantes justificativas e explicações para as interpretações dos que arbitram as partidas disputadas. Quando tentamos interpretar essa voz, o fazemos, interpretando o resultado da “falação”, isto é, o comportamento do árbitro, enquanto tradutor daquilo que o sistema disse como se “fala”, como tem de ser jogado o jogo, em última análise. Assim, a interpretação da voz do futebol, enquanto regra do jogo, traz à tona comentários lingüísticos da estruturação vocabular que constitui o código de sua especificação.


A voz do futebol que regulamenta o jogo será a voz emanada da FIFA (Federation International de Football Association)


Board é um substantivo inglês, que significa um conselho, associação. Assim, “International board” será “Conselho, associação Internacional”. As regras oficiais do futebol são estabelecidas por um Conselho, por uma associação: o “Board”. Este “Conselho” ou esta Associação agrupa a Associação Internacional de Futebol. Portanto, a “Board” se constitui e é formada pela "The International Football Association Board", pela "Football Association" (Inglaterra), pela "Scotish Football Association", pela "Football Association of Wales", pela "Irish Football Association" e pela "Federation International de Football Association" (FIFA).Cada uma terá direito de fazer-se representar por quatro delegados. Somente na sessão anual geral da Board, poderão ser aportadas modificações nas regras de jogo, desde que as modificações sejam aprovadas por uma maioria de três quartas partes das pessoas presentes e autorizadas a votar. Pelo visto o código é rígido, praticamente imutável ou apresentando mudanças muitos tênues em grandes e longos períodos de tempo. São 17 as regras do jogo. Isso significa que o sistema é fechado. Queremos dizer que com poucos elementos definidos, ordenados e combinados será possível alcançarmos uma gama de combinações enorme, responsáveis pela configuração do jogo. Com o que pode e não pode acontecer em campo, o jogo se arma e sua prática se desenvolve. Já o jogo jogado, dentro destas 17 regras pré-estabelecidas, se apresenta como um sistema aberto, de infinitas combinações, que vão atingir o objetivo da disputa e trarão para esta prática esportiva o conceito de espetáculo, nunca repetido, e sempre diferente. Caso ocorram transgressões às normas estabelecidas elas poderão ficar em experiência até serem completamente absorvidas, tornando-se pertinentes, isto é, significativas para o jogo. Em outras palavras, elas passaram a integrar o “corpus” do jogo e seu uso será logo aplicado. Exemplificamos com a forma de o jogador atrasar a bola para o goleiro de seu time, o que nem sempre aconteceu como hoje.



As vozes dos oráculos eletrônicos são as vozes dos mediadores, locutores e comentaristas de rádio e televisão



Todos os acontecimentos gerados pelo espetáculo esportivo vão ser mostrados ao público em seus mínimos detalhes, tanto pelas narrações radiofônicas, como pelas imagens das câmaras de televisão. Assim, os mass media, como o rádio e a televisão, vão atuar no campo social, como verdadeiros oráculos eletrônicos, mostrando ao ouvinte e ao telespectador, distanciados do palco dos acontecimentos onde as cenas esportivas se desenrolam, todos os lances do jogo. Estes ouvintes e telespectadores serão sempre participantes dependentes, isto é, participantes orientados por um mediador (locutor, comentarista ou repórter) que estará sempre diante dos fatos mais abrangentes e genéricos à sua frente. O distanciamento, que ocorre, impõe ao receptor dois planos que se combinam. Pelas dimensões da tela da televisão ou pela natureza oral do rádio, o receptor estará sempre num segundo plano (no primeiro plano estão os locutores e comentaristas), onde ele não domina o ambiente descrito, mas desfruta de conforto e segurança, vendo e ouvindo. No primeiro plano está a voz da narração dos acontecimentos em campo, que satisfaz plenamente o receptor, porque completa as deficiências do plano em que se encontra.

É por esta combinação que os mediadores vão se transformar em significativos e poderosos senhores, detentores da verdade absoluta, desenrolada na arena dos acontecimentos esportivos. Então, a voz mediadora, tradutora de uma narrativa fantasiosa, hiperbólica, emotiva e, muitas vezes, poética, soa como um canto de sereia, enganadora, mas atraente, porque fala o que o receptor realmente gostaria de ouvir. Surge, assim, uma narrativa, portadora de significados lingüísticos expressivos, que o receptor ouve, guarda e reproduz a posteriori, reproduzindo-os no vocabulário ativo do seu grupo de equivalentes.

Assim, é comum se observar nos estádios de futebol muitos torcedores assistindo às partidas com o radinho de pilhas junto ao ouvido. Eles não se satisfazem somente com o que estão vendo (retorno ao espaço primitivo da humanidade, segundo McLhuhan). A ansiedade de ouvir supera a obrigatoriedade de ver, como se a voz do outro (a voz do mediador, narrador), vinda do oráculo eletrônico, fosse a expressão da suprema verdade, deixando-o à mercê de um entendimento impossível de ser alcançado por sua própria capacidade reflexiva. Isto o torna um súdito dependente, por tudo que o rádio e a televisão empregam, para atingirem seus objetivos, tornando os receptores repetidores passivos e agentes multiplicadores do que ouvem do oráculo, supra-sumo de toda a verdade.


As vozes populares, disseminadoras de um código lingüístico especial

Mas não é só pelo rádio que as partidas de futebol e demais atividades esportivas são transmitidas. A televisão também está presente nas transmissões de quase tudo. A televisão é um meio frio de comunicação de massa (25), fornecendo baixa quantidade de informação, pois, permite mais participação, porque propõe uma complementação informativa, além de incluir o receptor na própria mensagem como um reflexo das ocorrências de suas realidades e experiências cotidianas. Nestes casos específicos, o campo de jogo, mostrado por ela, visto pela minúscula tela (telinha) colorida é a própria realidade com todos os seus sinais arquivados no repertório do telespectador, como arquétipo daquilo que melhor e completamente existe, impossível de ser melhorado. Por estas características e muitas outras, as narrações das partidas de futebol, basquete, vôlei, tênis etc. são diferentes. A falação diminui de intensidade. É muito mais interpretativa do que narrativa. Diminui o ritmo da locução. A descrição dos lances não precisa ter continuidade, pois a imagem "fala" pelos hiatos ocorridos na transmissão, mesmo quando o esporte televisionado é disputado em grande velocidade. Nas corridas de cavalos, mostradas pela televisão, a rapidez impressa à fala dos locutores provém da tradicional linguagem radiofônica que, ainda, não se adaptou ao trabalho do novo veículo, provocando uma aceleração da informação, ao tentar passar para o telespectador a emoção do páreo acontecendo.
Mas pelo poder mágico da imagem da televisão, que atrai o olhar para si e, principalmente, pelos recursos eletrônicos de seus efeitos especiais, este veículo cativa o receptor, tornando-o um entusiasmado repetidor do que vê e do que ouve, para se identificar com a maravilha, tornando-se, também, maravilhoso. Assim, o código utilizado na linguagem da televisão cai no domínio público. É rapidamente assimilado; sai de seu legítimo espaço, invade outras searas e frutifica prodigamente.




As vozes dos fanáticos torcedores







Quem são esses fanáticos torcedores? Em primeiro lugar, vamos dizer que todo e qualquer torcedor de futebol possui uma pré-disposição para se emocionar intensamente com o seu time em confrontos de nenhum, de baixo ou alto risco. Nesses confrontos, muitos torcedores se desesperam e perdem a compostura com a maior facilidade. Se ele possuir um repertório cultural mediano, isto é, se pertencer a uma classe social mais privilegiada, suas manifestações nos estádios serão de pouco impacto. Sua atuação como torcedor não será ofensiva àqueles que os acompanha (Mas, às vezes, há exceções). Em outras palavras, não apresentará um comportamento social desviante. Não extrapolará os limites aceitáveis da sociabilidade. Mas se o torcedor for um indivíduo de repertório pobre, com poucas informações culturais, de baixa escolaridade, pouca cidadania, aí, ele exteriorizará sua emoção de maneira muito primitiva. Expressar-se-á com um vocabulário chulo; seus gestos serão agressivos; sua fúria se transferirá, facilmente, para todos os seus pares e agredirá qualquer um. A torcida adversária reagirá e, então, caso não haja medidas repressivas para intimidar esses atos, a selvageria estará instalada e o tumulto se alastrará nas arquibancadas e em outras partes do estádio, podendo atingir, inclusive, o campo de jogo. Mas não é nosso propósito trilhar os caminhos da sociologia aplicada ao comportamento social esportivo. Aludimos a este componente, porque, da reação dos torcedores, no campo e fora dele, vão surgir expressões lingüísticas impregnadas de exteriorizações psíquicas e apelos contundentes, tornando a linguagem expressiva, podendo, então, surgir termos lingüísticos, os mais significativos, para serem incorporados, muitas vezes, ao vocabulário efêmero do futebol. Sem nenhuma discriminação contra os menos favorecidos ou excluídos, à margem da educação formal, podemos afirmar que as grandes torcidas de massa são, basicamente, formadas por esses elementos, que se unem e, assim, se sentem protegidos pela quantidade e anonimato (muitos usam toucas ninjas), dando-nos a sensação de crêem na impunidade, caso extrapolem seu comportamento, desrespeitando ordens, avisos e até a própria Lei. Isso pode ser observado, pela televisão, vendo as imagens dos conflitos entre torcidas adversárias, nos estádios de todo Brasil, e até mesmo as manifestações de discordância entre membros da mesma torcida de um clube, quando, em campo, o time não rende o que ela, a torcida, quer que ele renda. Não estamos sendo levados só por aparências, pois não vemos corações, só rostos e expressões faciais, mas quando algum repórter entrevista um desses exaltados e fanáticos torcedores, consubstancia-se, por suas palavras, uma linguagem típica de gíria: a gíria do futebol. Esse tipo de linguagem, uma língua falada, estropiada, sincopada, com sintaxe cambaleante, com semântica estrúxula, repleta de figuras de toda ordem, faz com que seja denunciado um típico segmento sócio-cultural, localizado bem ali, nas arquibancadas dos campos de futebol, metamorfoseado em turba anônima, sem rosto, mas compulsivamente debruçada sobre uma paixão exacerbada.

15 de agosto de 2007

BANDEIRA A VIDA INTEIRA


Dois anos antes de sua morte, Manoel Bandeira (para mim o mais clássico dos poetas modernistas) escreveu este sonetilho (versos octossílabos), pressentindo sua partida desse mundo e pedindo a Deus a salvação de sua alma.
Bandeira morreu no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1968, no Hospital Samaritano, em Botafogo e foi sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras.
Cheguei a visitá-lo, na Av. Beira-Mar, alí perto do Aeroporto Santos Dumont. Hoje, arrumando gavetas antigas, recolhi os originais de alguns versos, escritos em um caderno dos tempos de meus estudos para os vários concursos públicos a que me submeti, no então Estado da Guanabara. Faz muito tempo... Lá encontrei o soneto, que transcrevo aqui, escrito após a visita que fiz, com um amigo, ex-aluno de Bandeira, ao apartamento daquele que foi, como disse Carlos Drummond de Andrade, "Bandeira a Vida Inteira"...
A MANUEL BANDEIRA


Tu que fazes verso como quem morre
- Tua boca murmurou prece sentida -
Vai, no prazer de quem a ti recorre,
Vivendo sempre a tua longa lida.

Se a tua lira genial, que o mundo corre,
A ti não perdoou, pois redimida
está a humanidade, que a ouviu e jorre
De dentro de teu ser uma outra vida.

Tua mãe e Maria Cândida que rezem
Para que fiques mais à Terra fixo
E faças versos que solucem amor,

Que seja sempre a tua vida a flor
Que salva o mundo - e onde muitos gemem -
Salvo tu já estás com o CRUCIFIXO.

Rio, 1966.

2 de agosto de 2007

SOBRE O TERMO DEGRAVAÇÃO






“A degravação dos diálogos dos últimos momentos do vôo,

divulgada ontem pela CPI do Apagão Aéreo,

mostra indícios de ao menos duas dessas falhas”

(Karla Correia, in JB ONLINE, 2 de agosto de 2007)


Meu amigo Ivan, além de competentíssimo cirurgião, PhD em neurologia, com tese defendida na USP e com vários cursos de especialização na Alemanha, é um apaixonado pela língua portuguesa, expressão de nossa cultura e pátria de nós todos, brasileiros, portugueses, africanos, asiáticos e até norte-americanos do Havaí, para quem não sabia... (Se mais terra houvera, lá chegara, já dissera Camões) Pois bem! O rapaz ficou angustiado por não ter conseguido encontrar uma explicação para o que lia, num texto sobre o caos aéreo que nos aterroriza e que enlutou o país.

No texto da jornalista Karla Correia, que abre essas considerações, o termo DEGRAVAÇÃO pode causar espanto àqueles que não estão acostumados a encontrar, aqui e ali, e até, muitas vezes, na linguagem jornalística, neologismos os mais estranhos. Alguns até interessantes, outros completamente dispensáveis. Mas não é só na linguagem jornalística que vamos encontrar essa forma de aumentar o léxico da língua. Aliás, o léxico de uma língua se amplia por inúmeros processos de formação de palavras, e o neologismo é um deles. Mas, voltando aos comentários, tenho observado que as linguagens que mais apresentam esse tipo de criação vocabular são as dos discursos políticos, onde muitas coisas acontecem e surgem como expressividade. O problema é que, como já dissemos, há coisinhas e mais coisinhas que não são muito expressivas... Quando um candidato a um cargo público, não muito letrado, ou completamente ignorante de seu idioma pátrio, se dirige, do alto do palanque, ao seu público, pode criar termos inusitados, além, é claro, de estropiar a regência e a concordância verbais e nominais do pobre idioma. Isso é muito comum, hoje em dia. Um político com um microfone nas mãos, em ambiente aberto ou fechado, é um perigo incomensurável para a nossa sintaxe. Estão lembrados do famigerado IMEXÍVEL do ex-ministro Rogério Magri? Ele havia dito, um dia, que seu chefe era "imexível". Pois bem, com esse caso de criação vocabular o ministro passou para a história e o seu chefe sumiu nos subterrâneos do anonimato, mostrando que chefe, na política, é mais para receber D.A.S. do que para exercer comando, mando e controle sobre as coisas da “res publica”. IMEXÍVEL segue a deriva da língua, obedecendo ao processo de formação de palavras, por meio de prefixação, como "intocável", "inegociável", "ilegível" etc. Pronto, meu caro amigo Ivan, o “palavrão” foi resgatado e está fagueiro, freqüentado as listas dos regenerados... Agora vejamos o tal vocábulo DEGRAVAÇÃO. Pelo que se pode entender, no contexto em que foi empregado, o diálogo entre os pilotos e a Torre de Comando foi gravado (houve uma gravação) na Caixa Preta do Airbus da TAM, talvez numa codificação especial, diferente da de um simples gravador de uso comum. Codificação é o ato ou efeito de codificar, que significa construir mensagens segundo um código acessível ao destinatário, escolhendo os sinais ou signos correspondentes ao conteúdo da mensagem na ordem correta e introduzindo-os no canal. Estão, portanto, apresentados alguns elementos básicos do processo da comunicação: a mensagem; o código; o canal. Já o processo de tradução do que foi codificado será a decodificação, isto é, a conversão da mensagem codificada em linguagem inteligível. Isso só para ficarmos nessa introdução à Teoria da Comunicação, dentro do esquema de Shannon & Weaver. Mas que parte da palavra DECODIFICAÇÃO deu a idéia de TRADUÇÃO, de retirar a codificação realizada? Claro que foi o prefixo DE. O mesmo caso em: DECIFRAR (DE + CIFRAR). Muitas vezes o prefixo DES é usado em lugar de DE. Meu querido e saudoso Mestre, Sílvio Elia, grande filólogo da língua portuguesa, preferia DESCODIFICAÇÃO a DECODIFICAÇÃO. Quando usamos o verbo GRAVAR, indicando marcar, imprimir, empregamos como antônimo o verbo DESGRAVAR, isto é, desfazer a gravação. DEGRAVAÇÃO é isso, meu amigo, um neologismo formado dentro da deriva da língua, faltando somente o uso e o registro desse uso. Não se desespere, pois a nossa língua, a todo instante, está nos pregando cada susto! E não são só certos tipos de políticos apedeutas de Brasília que poluem nossa língua! O novo ministro da Defesa, homem culto, de voz impostada e doutor nas leis maiores, também tropeçou no SOB e tacou um baita e indisfarçável SOBRE, falando ao Jornal Nacional. Vocês perceberam? Mas o que eu queria mesmo era criar um neologismo gigantesco, daqueles que nunca mais deixasse de ser usado e ficasse eternamente ecoando nas nossas mentes... Sabem qual seria? DESLULARIZAR. Vamos, minha gente, vamos DESLULARIZAR o Brasil!

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.