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20 de abril de 2017

A INVEJA ATRAPALHA



 
No meio intelectual a pior falta não é a de conhecimento. É a de caráter. Pela segunda vez a Presidente da UBT Nacional, Domitilla Borges Beltrame, volta a mostrar em seu comportamento um desvio ético, ao desativar a Delegacia UBT de Blumenau.  O fez pelo Boletim Nacional sob sua responsabilidade, alegando em péssimo estilo sincopado, que seu delegado, Luiz Cesar Saraiva Feijó, “não se adaptou às normas de procedimentos, concursos e conduta da UBT, ferindo o ambiente fraterno que existe entre os trovadores (sic).
Em primeiro lugar, eu não poderia tomar conhecimento do fato para, no mínimo, me defender, por não ter acesso ao Boletim Nacional que esta senhora edita e onde foi notificada a desativação da referida Delegacia.
Domitilla Borges Beltrame não teve a coragem de se dirigir a mim, por escrito, preferindo a calúnia como forma simples de dar por encerrada uma divergência, tratada com todo o rigor técnico por mim, como consta na CARTA ABERTA que lhe dirigi, em outubro de 2016. Se não fosse a gentileza da trovadora Eliana Jimenez, de Balneário Camboriú, que me enviou cópia do referido Boletim, ficaria sem saber que fora alvo, mais uma vez, de acusações mentirosas, próprias de quem não tem caráter nem condições intelectuais para dirigir tão importante agremiação literária como a União Brasileira de Trovadores.
Vejamos. 1º) Como dizer que não me adaptei às normas de procedimentos dos concursos da UBT? Expliquei tudo na CARTA ABERTA que, inclusive, enviei para o seu endereço eletrônico. Vou publicá-la, novamente, nas redes sociais, para uma leitura sua mais consistente... 2º) Como dizer que feri o ambiente fraterno que existe entre os trovadores? Mentira! Nada disso aconteceu. Muitos trovadores se manifestaram solidarizando-se com o que expus naquela ocasião, pois a CARTA ABERTA foi enviada para todos que participaram do I CONCURSO DE TROVAS DE BLUMENAU. O que realmente aconteceu foi que a senhora, presidente Domitilla Borges Beltrame, que mal  sabe redigir textos dissertativos, também tem muita dificuldade em entender excertos de natureza narrativa. A senhora pode saber ler, mas não entende o que lê. Mas o problema é maior. É de caráter. Então, tudo pode facilmente ficar fora de controle. Desculpo a falta de informação literária e a incompetência para a gestão de associações lítero-recreativas como a UBT, mas não faço concessões à mediocridade moral.
Depois que percebi quem está dirigindo atualmente a UBT – Nacional, não me interesso mais por esse grupo. Disse tudo na CARTA ABERTA de outubro de 2016. E para quem dela não tomou conhecimento, ou de seu conteúdo já se esqueceu, republico, mais uma vez, com muita tranquilidade, nas redes sociais, a CARTA ABERTA a Domitilla Borges Beltrame, como uma forma de repúdio, também, às calúnias contidas no seu muito mal redigido texto de desativação da Delegacia de Blumenau. Delegacia esta que teve um dos concursos mais honestos de todos os tempos da UBT, com critérios definidos, comissão julgadora conhecida de todos e nomeada com antecedência, tudo às claras (nada escondidinho), integrada por doutores em Literatura Brasileira, Professores Titulares de Universidades Federais. O Concurso foi aplaudido pelos concorrentes, por pessoas sérias, esclarecidas e inteligentes. A inveja atrapalha, não é Domitilla Borges Beltrame ?
Blumenau, 20 de abril de 2017.
Ass. LUIZ CESAR SARAIVA FEIJÓ

CARTA ABERTA A DOMITILLA BORGES BELTRAME
Ao ler as primeiras linhas do artigo da Presidente, Domitilla Borges Beltrame, PALAVRAS DA PRESIDÊNCIA, no Boletim Nacional, órgão oficial da UBT Nacional, nº 579, de outubro de 2016, me senti atingido por suas palavras: “Com o desaparecimento de grande parte dos trovadores, está havendo na UBT a substituição gradual desses trovadores por recém chegados (sic) à entidade, que, compreensivamente, não estão ainda ao par (sic) dos seus usos e costumes, nem de algumas das suas tradições cultivadas por mais de meio século. Dois eventos recentes atestam minhas palavras: o excessivo número de premiados no concurso de São Gonçalo no Rio de Janeiro e a não distinção entre Trovadores Veteranos e Novos Trovadores no concurso de Blumenau em Santa Catarina. Em ambos os casos houve inclusive exarcebação (sic) de ânimos, o que quase me fez cancelar os resultados de ambos os concursos, e se não fiz, foi somente para não aumentar ainda mais o mal estar que essas exarcebações (sic) causaram, e por entender que foram causadas pelas boas intenções desses recém chegados (sic).” Assim sendo, enviei-lhe a seguinte missiva, por e-mail:

Prezada Sra. Domitilla Beltrame.

Li no Boletim Nacional da União Brasileira de Trovadores, outubro 2016, nº 579, página 02, no texto PALAVRAS DA PRESIDÊNCIA, seus comentários sobre o evento que coordenei, o I Concurso Nacional de Trovas de Blumenau.
Causou-me enorme estranheza sua declaração, a respeito da minha não distinção entre Trovadores Veteranos e Novos Trovadores no Concurso que coordenei. Sei, perfeitamente, que no Edital havia referências a esse tipo de distinção. Contudo, expliquei a V.S. os motivos pelos quais não considerei esses dois tipos de trovadores. Sei que a senhora tem todo o direito em querer que as coisas corram dentro das normas previstas nos seus regulamentos, mas chegar ao ponto de ver exacerbação em minha humilde e sincera argumentação, por não seguir sua orientação, é uma atitude que não posso aceitar. Não agravei nada. Não exagerei nada, porque nada havia para ser exagerado. Gostaria que refletisse bem a respeito disso tudo. E para que não haja dúvidas, transcrevo o texto do e-mail em que lhe enviei os resultados do I Concurso de Trovas de Blumenau, com a referida justificativa:

Prezada senhora.

Englobei todos os concorrentes em uma só categoria, pois foram muitas trovas e não poderia sobrecarregar os julgadores com subdivisões, uma vez que são pessoas muito ocupadas, pois mesmo aposentadas, atuam em diversos setores da vida cultural de sua cidade, dando assessoria linguística e literária a importantes agentes culturais do Rio de Janeiro. Creio, contudo, que o critério adotado só prestigiou a vossa simpática e atuante União Brasileira de Trovadores. Já enviei os Certificados para os vencedores e os Diplomas para os componentes da Banca Julgadora.
 Prof. Luiz Cesar Saraiva Feijó

Assim sendo, pergunto onde houve exacerbação e quais motivos (talvez sejam sub-reptícios) existem para tamanha indignação, a ponto de ter tentado anular os resultados? Gostaria de frisar que aquele Concurso foi um dos que mais transparência apresentou em toda a história dos julgamentos de Concursos da UBT, pois mostrou a todos a qualificadíssima banca julgadora, que declinou seus critérios, a forma de avaliação e as considerações gerais adotadas na seleção dos poemas vencedores. Da forma como organizei o julgamento e a apuração, não seria possível nenhuma fraude, nenhuma possibilidade de macular o resultado e creio, mesmo, que não houve nada parecido com esse critério de avaliação e apuração na UBT. Em vez de a senhora agradecer, vem dizer que houve exacerbação, agravamento, aumento exagerado de impertinências em minha atitude?  Recebi, Senhora Presidente, elogios de inúmeros concorrentes a respeito de como procedi na coordenação desse Concurso, todos aplaudindo a lisura e a maneira como foram julgados seus poemas, suas composições. Em tempo, pergunto, ainda, como os tais “novos trovadores” e “os trovadores veteranos” poderiam ter sido prejudicados com tal nivelamento? Sei que o Edital previa um tipo diferente de premiação, mas expliquei em meu e-mail (a cima reproduzido) o porquê de ter havido tratamento diferente. Não foi suficiente ou não houve boa vontade? Talvez não tenha havido compreensão...
Sra. Presidente, fique com suas convicções, pois são legítimas, mas fique também sabendo que não vejo nenhuma exacerbação nas palavras e nas atitudes que tomei ao explicar-lhe os motivos para não levar em consideração o quesito Novo Trovador e Trovador Veterano. Creio que isso é impossível de ser justificado.
Finalizando, Sra. Presidente, “recém-chegado”, pela nova ortografia em vigor, possui hífen, e a expressão “ao par” está mal empregada, pois deveria grafá-la “a par”. Já a grafia equivocada do vocábulo exacerbação em duas situações distintas foi por mim considerada erro de digitação, pois a metátese é natural, considerando a realização difícil da pronúncia desse vocábulo, cujo reflexo imediato se dá na escrita. E no Item 9 das suas orientações, a senhora, sim, exacerbou, pois agravou substancialmente a redação de seu texto, porque não tomou cuidado no uso do pronome reflexivo “SE”, cujo emprego, aí, exige o verbo no plural (“que se façam”), errando mais uma vez e  isso, sim, merece séria reprovação.
Ass. Luiz Cesar Saraiva Feijó

ATÉ A PRÓXIMA

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.