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10 de março de 2016

VISITANDO LAGES MAIS UMA VEZ



               

Visitando Lages, no centro do Planalto Catarinense, região em que lá não ia, há uns três ou quatro anos, fiquei impressionado pelo rápido desenvolvimento do município, principalmente por ter a cidade dado um passo importantíssimo na arrumação comercial de sua estrutura de negócios, pois foi construído, à margem da BR 282, que sobe do litoral para a serra, um moderníssimo Shopping, afastado bastante do centro da cidade que nunca experimentara uma forma assim de trabalhar com o fascínio da compra. O moderno empreendimento é um centro fechado de comércio fragmentado, com modernas lojas de marcas, conhecidas nacionalmente. Antes, a cidade havia timidamente lançado uns corredores de pequenas lojinhas, com pouca variação de produtos, chamando aquilo de Shopping. A bem da verdade, eram pequenas e simpáticas lojinhas que davam à população a impressão de modernidade comercial. Mas a modernidade mesmo veio com a inauguração do "Lages Garden Shopping" , o primeiro verdadeiro shopping da Serra Catarinense. Conversando com o pessoal da sua administração e com alguns de sua implementação, soube que está estrategicamente colocado na saída do planalto e na encruzilhada dos destinos de “los hemanos”, que se precipitam, no verão, para as praias azuis de Florianópolis.  Mas refleti, também, naquele precipitar em direção à baixada. Na direção dos caminhos dos tropeiros do século XVIII. Vieram à minha mente muitas leituras que fiz, a respeito da origem do nome da cidade de Lages. Realmente, seu nome parece que se prende ao termo indígena, de origem tupi, “haué”, que significa ATALHO, que evoluiu foneticamente para LAJE. Posteriormente (1960) passou, por força de Lei, a ser grafado com –G-, mas sem nenhuma relação com a formação geológica, lajes, aliás, não muito comum em toda a região do planalto. Voltei para o hotel-fazenda do Complexo Fecomércio, SESC, de Santa Catarina, onde, agora, estava hospedado e fui para o meu quarto, numa encantadora cabana, à beira do lago. À tadinha, os barulhentos arruhos das curicacas, no alto de um esguio eucalipto, indicavam o fim do dia e o crepúsculo veio logo, com uma neblina, própria dos dias quentes de verão. Meu amigo fantasma me esperava dentro do quarto e disse que tinha muito a me contar. Era a respeito de minha avó.

ATÉ A PRÓXIMA

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.