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18 de setembro de 2015

BRASIL X SUÉCIA, UM DERBY GEOPOLÍTICO





 Meu amigo e afilhado, Mário Leo, um rapaz de bom papo e muito inteligente me mandou, pelo Facebook, uma  notícia sobre a Suécia, nas palavras de um bem intencionado jovem. Dizia o gajo que a Suécia iria fechar as penitenciárias por falta de criminosos. Que maravilha! Aqui, se isso acontecesse o Comando Vermelho, certamente, entraria em greve e seria um caos total nas polícias do Rio e de São Paulo, pois os nossos bravos PMs ficariam sem atividade e isso iria mexer profundamente com toda as duas maiores cidades do Brasil, por motivos óbvios...Tudo bem, mas a história da Suécia é outra. É, também, um país muito pequeno. Frio. Gelado, mesmo. Não dá vontade de se fazer arruaças nas ruas.... Não teve escravidão. É verdade que sempre investiu em educação. Por isso, por ser pequena e por ter um povo mais calejado, através de sua história de lutas, tem mesmo é de ser diferente, com um povo também diferente. Lá, nas frígidas terras do Círculo Polar Ártico, a educação foi privilegiada numa sequência de governos sérios, responsáveis, honestos e inteligentes. É bom dizer também que a monarquia ajuda a manter a autoestima do povo, que se sente sempre com o rei na barriga... Agora, quero ver a Suécia vir para os trópicos e ter uma superpopulação, com mar azul, sol, sal, cerveja e areia dourada! Corpos morenos rebolando nas praias desses mares do sul (corpos femininos, é claro!). Mudaria tudo, né? Concordo com o rapazinho de barbicha que tecia loas à Suécia, mas não acho que aquele país seja modelo histórico para o Brasil. Aliás, não existem modelos históricos, não é Karl Marx? Modelo para o Brasil poderia ser, talvez, todavia, contudo, pensando rapidamente, a Austrália, que foi colonizada por bandidos, mas herdou a força impetuosa do trabalho dos homens sérios que por lá tentaram e conseguiram organizar o caos. Bem, geopolítica é uma ciência social e não se pode ficar querendo que um país seja isso ou aquilo, baseado em modelos fixos ou em utopias. Que o Brasil precisa, em primeiro lugar, se livrar desses governantes atuais, não resta dúvida. Que, em segundo lugar, deve investir maciça e entusiasticamente em educação com projetos sérios e viáveis, planejados executados por governos sérios e confiáveis, não resta, também, a menor dúvida. Em terceiro lugar, temos de deixar de ser federação e passarmos a confederação. Perdemos três bondes da história. Um macro espaço geográfico, com essa nossa história colonial esquisitinha, que profundamente nos marcou a todos, é quase impossível de ser governado, pois nessa imensidão de terras ainda há um povo muito desinformado, carente e o que é pior, viciado em conseguir as coisas de qualquer jeito. Ou melhor, com um fabuloso jeitinho. Caramba! Isso é papo para horas e horas, em um bom boteco, regado a muita cerveja, pois o verão se aproxima... Pronto, fiz a minha crônica do dia!  

ATÉ A PRÓXIMA

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.