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3 de julho de 2009

UVAS, VINHO, LATIM E SÁBIOS

Meu amigo Yohan é um médico erudito, com doutoramento na USP e diversos cursos na Alemanha. É verdade também que tenho o privilégio de ter muitos outros amigos doutores, graduados em universidades da Europa, muitos de áreas diferentes da minha, sendo algumas conexas, mas todos muito envolvidos com o humanismo histórico e as ciências humanas. A Lingüística e a Filologia são as que mais aguçam a inteligência deles. Estão sempre me perguntando algo sobre formas estranhas de palavras da língua portuguesa, suas origens e seus sentidos dentro de contextos inusitados e muito mais. Tento fazer da curiosidade deles um incentivo aos meus estudos assistemáticos, cuja prática, às vezes, a preguiça de aposentado força a deixar de lado, em favor da contemplação do mar azul que deslumbro da varanda de minha casa... Como pensam que sou um cara culto, pedem-me, também, para traduzir uma ou outra expressão latina que escutaram ou que leram em revistas, artigos ou simplesmente em folhetos publicitários de vinhos, por exemplo. Assim, Yohan me perguntou, há pouco tempo, como poderia interpretar uma frase latina, relacionada às suas investidas, à procura das melhores uvas que irão imprimir sabores etéreos aos vinhos brancos de sua preferência. Creio que meu amigo esculápio já chegou a degustar comigo algumas garrafas do clássico Chablis, produzido na região francesa da Borgonha, acompanhado na ocasião, por uma suculenta bandeja de ostras geladas. Mas voltando às citações latinas que vez por outra sou solicitado a traduzir, como foi o caso recente aqui mencionado, veio-me à lembrança uma interessante passagem, já perdida nas lendas do Mar Egeu da sábia Grécia, envolvendo Platão e Diógenes. Corria a informação, nas terras helênicas, que Platão teria definido o homem assim: HOMO EST ANIMAL BIPES SINE PENNIS. Um dia, Diógenes, deixando seu tonel, entrou na sala onde Platão estava dando suas aulas a vários alunos, trazendo um galo depenado debaixo do braço e exclamou alto e em bom tom: HIC PLATONIS HOMO EST.

ATÉ A PRÓXIMA

Um comentário:

Thereza Pires disse...

Ei,Professor...
Dá uma força aqui: estudei Latim no Pedro II ,acho que saquei a resposta.Estou em dúvida. Foi isso mesmo que pensei?

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.