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31 de janeiro de 2017

Tecnologia Educacional - A TV na Escola: uma ferramenta pedagógica


O surto desenvolvimentista que assola o Brasil é indiscutível. Como nação, não mais emergente, mas próspera e em pleno progresso científico e tecnológico, em todas as áreas do conhecimento humano, nosso país precisa urgentemente voltar todo o seu potencial criativo para a Educação. Precisamos dela para sermos uma nação desenvolvida, rica e com um povo sadio, instruído e feliz. Todos os esforços destinados à minimização dos óbices educacionais, para serem realidade, dependem da confiança que cada um brasileiro deverá ter em si mesmo e naqueles, que, por força de ofício, são os responsáveis por uma filosofia de vida comunitária, direcionada para a plena formação dos jovens brasileiros. Estes agentes da educação são os professores e a grande instituição sistemática da prática desse desenvolvimento é a Escola.  Parece que a Escola está falida. São muitos os sintomas que mostram a precariedade do psicossocial! Mas o professor também não tem onde se amparar. Está despreparado, preocupado e desempregado. Sua profissão hoje é considerada de alta periculosidade. O mestre afasta-se da Escola. Por quê? A nosso juízo por muitos fatores. Citaremos apenas, alguns.  
Ocorre, há muitos anos, uma profunda defasagem entre o que a nossa Escola oferece e o que o aluno dela espera. Vejam que nós todos já estamos mais do que familiarizados com a máquina, com a Internet, com o Rádio, com o Cinema, com a Televisão. Mas como essas conquistas tecnológicas atingiram a Escola? A Escola foi, praticamente, a última instituição social a ser atingida, muito sutilmente, pela tecnologia dos séculos XX e XXI. O seu discurso não é mais ouvido como transformador e sim, muitas vezes, como fútil consumidor de recursos. A Escola não está mais preparando o aluno para a vida. Existem algumas exceções que deveriam ser multiplicadas. Para elas nossos aplausos. A defasagem que existe entre aquilo que a Escola oferece e o que o aluno dela espera, pensamos nós, que é de duas ordens. A primeira é a falha do professor, o agente da educação, que, quase sempre, desconhece o porquê daquilo que vai ensinar, se é que também conhece plenamente o que vai ensinar. O interesse do aluno está voltado, evidentemente, para os fatos de sua época, e, há necessidade de explicá-los, para que, imediatamente, surja uma comunicação clara, direta e precisa entre ele e o mestre. Ambos têm de falar a mesma linguagem, sem os descompassos provocados por choques de gerações. Falhará o professor de qualquer nível que não assimilar e propagar a filosofia de vida e as diretrizes normativas de um Plano Nacional de Educação, que, talvez não exista! A segunda ordem dessa defasagem está nos meios utilizados para a transmissão da mensagem docente. No que diz respeito aos meios desta transmissão, a Escola Brasileira, de todos os níveis, acha-se fora do compasso do desenvolvimento tecnológico e científico, que podem auxiliar, sobremaneira, o processo ensino-aprendizagem. Sem falar que o professor é sempre um meio presencial, quando poderia se desdobrar em vários meios. Por exemplo, levando suas experiências para a sala de aula. Experiências materializadas em realizações de pesquisas empíricas. Mostrá-las e discuti-las, forçando o surgimento de novas outras, provocadas por seu desempenho ao motivar a turma com tais amostragens, possíveis de serem realizadas por eles, também. O giz, o quadro-negro e o apagador alfabetizaram a maioria dos brasileiros que hoje estão em postos de comando e tomam decisões importantíssimas para o desenvolvimento do Brasil. A comunicação professor-aluno poderia ser executada por métodos e meios mais modernos, como a televisão e o rádio, incidindo sobre quase todos os sentidos. Os alunos observam e, às vezes, compram revistas ilustradíssimas nas bancas de jornal. Mas isso é muito pouco. Há muito mais tecnologias ao redor do aluno fora da Escola do que lá dentro, no exíguo período de tempo em que assiste a aulas, muitas vezes, insuportáveis... Mas a atuação do professor, no sentido de uma comunicação ativa e dinâmica com o aluno, pode suprir, em parte, estas deficiências que proporcionam esta defasagem. Suprirá por suas qualidades intrínsecas, desde que esteja conscientemente imbuído dessas atribuições de educador e orientador, elaborando heuristicamente suas aulas, como exige uma Escola moderna. Surge, agora, outro problema a equacionar: a Atuação Docente. Considera-se a Atuação Docente, propriamente dita, só aquela alicerçada no tripé: formação específicacondições de trabalho e remuneração adequada.
formação específica é-nos dada pelas Faculdades das diversas Universidades, reconhecidas pelo Ministério da Educação e em Cursos de especialização, mestrado e doutorado. Mas para lá vão, também, todas estas defasagens das Escolas de Nível Fundamental e Médio, como num círculo vicioso a se completar.  
As condições de trabalho fazem parte de um complexo político-educacional ou de uma filosofia empresarial.
O terceiro sustentáculo do tripé da Ação Docente é a remuneração adequada, elemento vital à concretização da ação educativa, pois é o que traz a tranquilidade indispensável ao professor, que se torna a mola mestra, o botão de partida de toda essa complicadíssima máquina que impulsiona o progresso do mundo. É sempre oportuno lembrar que vivemos num país cujo modo de produção é o capitalismo. Esse terceiro sustentáculo poderá ser conseguido pela correta aplicação dos dois anteriores, fato que colocará o professor, que assim proceder, com condições reivindicatórias para tanto. 
Assim, Atuação Docente e Desenvolvimento Tecnológico são elementos indispensáveis a uma política educacional endógena, para alavancar o ensino nacional, o que o Brasil, infelizmente, não tem. Esta é a minha visão sobre o ensino no Brasil, resumidamente e de um modo geral. Que venham os comentários.


ATÉ A PRÓXIMA 

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.