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20 de maio de 2007

O GOL MIL DE ROMÁRIO




Valeu, Romário!
Esses mil gols que você marcou em toda a sua história de vida como jogador de futebol representam o seu esforço, denodo e perseverança nesse esporte espetacular que esfacela corações, despertando as mais incríveis paixões na alma humana.

Referencialmente, isto é, sem metáfora alguma, o cardinal mil indica o número
ou quantidade dos elementos constituintes de um conjunto. É interessante destacar que se diferencia do ordinal
, porque o ordinal introduz ordem e dá idéia de hierarquia, etc, etc. Mas MIL é mesmo um número especial, meio mágico, pois a sua representação simbólica, em algarismos arábicos, junta o primeiro número da série infinita da contagem matemática, com os zeros, formas redondinhas, que, isoladas, nada significam.

MIL representa a própria superação do homem em feitos de qualquer tipo de esporte, de lutas, de qualquer coisa. É um numero hiperbólico por natureza. Querem ver? É só se lembrar da magnífica marchinha de carnaval, de Zé Kéti:


“Tanto riso, oh quanta alegria, Mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, No meio da multidão....”

É de mais!

Esse número MIL traz à nossa mente muita coisa desmesurada. Vamos recordar:

As mil (e uma) noites, dos contos lidos na infância;
As mil milhas disputadas em corridas de automóvel, com empolgantes narrações radiofônicas;
Os mil olhos do Dr. Mabuse, de Fritz Lang, o mais perverso dos grandes cineastas;
Nomes de lojas comerciais que vendem qualquer coisa – Mil e Um tem de tudo! - Êta lojinhas de conveniências, legais!;
Doces amanteigados deliciosos - pura guloseima de sabor inigualável - conhecidos popularmente como Mil Folhas - o suplício dos gordinhos.;
A gostosa gíria da gorotada, dizendo que o “cara estava a mil” ;
A marca de um popular veículo, que já foi o objeto do desejo de grande parte da população brasileira de baixa renda, o VW - Gol mil;

Para sermos um pouco mais prolixos, podemos dizer que o fabuloso milhar estava presente também na Idade Média, como, por exemplo, na obra de Ramon Liull (1232-1326), "A paremiologia medieval: o Livro dos Mil Provérbios”. E como sabemos, o provérbio certifica a verdade, marca o amor do homem e honra a Deus.

Assim, deixemos-nos envolver pela magicidade desse milhar, reverenciando a conquista formidável do GOL MIL DE ROMÁRIO, feito hoje(20 de maio de 2007), em São Januário, jogando contra o Sport Clube do Recife. E como falamos de provérbios, frases da sabedoria popular que certificam, de modo breve, a verdade de muitas coisas, deixemos, também, aqui registrados dois deles, que surgiram há muito tempo – lá na Idade Média – e que atravessaram os séculos, mas dizem, de diversas maneiras, as formas pelas quais o homem constrói a sua história pessoal. Podemos dizer que os provérbios que escolhemos possuem as virtudes desse impressionante jogador de futebol, o nosso Romário, sempre PACIENTE, ESPERANÇOSO e VENCEDOR.
Romário foi isso, a vida inteira. Portanto, poderia, perfeitamente, ser o arauto dessas duas máximas:

AMA A PACIÊNCIA PARA QUE A POSSAS SUSTENTAR E, ENTÃO, O HOMEM PACIENTE NÃO SERÁ VENCIDO.

QUEM TEM O PODER DA ESPERANÇA NÃO É VENCIDO.


Parabéns, Romário. O futebol brasileiro e mundial agradecem.

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.