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11 de maio de 2018

UM ÍCONE DO FUTEBOL BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS






Instigado por meu amigo do Face Book, o jornalista André Felipe De Lima, do nosso sempre lindo Rio de Janeiro, que hoje publicou um sentido texto, em homenagem aos 22 anos sem Ademir Marques de Menezes, lamentando-se, ainda, de não ter visto o grande craque jogar, lembrei-me de um encontro que tive com o grande jogador. Conheci Ademir pessoalmente. Ele era amigão do irmão de um primo, por afinidade, casado com minha prima de primeiro grau. Ela era, também, minha afilhada. Numa festança em Jacarepaguá, passei horas conversando com ele. E confessei o meu primeiro alumbramento futebolístico. O craque ficou de queixo caído... Eu tinha 13 anos e fui ver no Maracanã o jogo Brasil e Espanha, pela Copa de 1950. Declaro, agora e publicamente, o número de parabéns que já cantaram para mim, soprando velinhas...Pois bem, disse ao Ademir, tomando umas e outras, na bela casa de minha prima e afilhada, junto a familiares e muitos amigos, que ele me encantou e a todos que lá torciam freneticamente pelo Brasil, com um aqueles golaços (ele fizera dois) dos 6 X 1, contra os touros madrilenos e contra Ramallets, que impediu maior goleada... Ao som das touradas de Madri de Braguinha e João de Barro, Ademir arrancou quase da meia lua da área brasileira e veio numa disparada de touro bravo, como na última corrida de touros de Salvaterra. Nunca havia visto ninguém correr com a bola em tamanha disparada e com total controle de toda a situação até balançar o véu da noiva e abraçar, em êxtase, Zizinho, Jair e Chico. Ademir estava iluminado e destruiu a fúria espanhola. Ele disse naquela noite memorável em que relembrávamos, junto aos meus, aquelas façanhas, dignas de serem contadas por um Rebelo da Silva, que se emocionou bastante com a cantoria do Maracanã, naquele 13 de julho. Três dias depois, também no mesmo monumental Maracanã superlotado, com gente até no teto das arquibancadas, foi como todos nós víssemos o Conde dos Arcos morrer na verde arena, golpeado pelo improvável gol de Ghiggia, quase no finzinho do jogo, aos 34 minutos do segundo tempo. Mas Ademir, logo, logo, deu aquele sorriso enorme e todos brindaram sua presença e batemos as mais belas palmas que já foram ouvidas em todo o bairro do Jardim Clarice, em Jacarepaguá. Lá, nós estávamos reunidos alegremente com um dos mais emblemáticos ídolos do futebol brasileiro, que, diga-se de passagem, deu ao meu tricolor das Laranjeiras o supercampeonato carioca de 1946. Mas Ademir me confidenciou que era vascaíno de coração...

ATÉ A PRÓXIMA


Um comentário:

Thereza Fischer Pires disse...

Ademir Menezes morava a poucos metros do lugar em que fui criada,no Rio Comprido.
Era ponto turístico.E na Av Paulo de Frontin, quado menina, da jaeola da casa dos avós maternos,assisti a muita romaria de torcedores.Vascaínos ou nao..
Seu texto mexeu com minhas lembranças e saudades abissais.
Thereza

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.