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27 de fevereiro de 2007

PONTE ALTA - MATA FECHADA NA SERRA CATARINENSE

Passei por Ponte Alta, a 42 quilômetros de Lages, pois me dirigia para o oeste do Estado de Santa Catarina. Ia pela BR-116 Norte e teria de entrar à esquerda no trevo de entroncamento da BR-470, em direção a Joaçaba. Meu destino final era Piratuba, estância termo mineral, com fontes de água alcalina, bicarbonatada, sódica, sulfurosa e hipertermal, a 38,6 graus, com inúmeras indicações terapêuticas. Como Piratuba fica a 250 quilômetros de Lages, fui visitá-la, mas antes deixei meu fantasma amigo bem confortavelmente instalado num casarão colonial, assustadoramente mal assombrado e vazio, à beira da BR-116, em Ponte Alta, para anotar tudo sobre esse município, que tem as matas nativas mais conservadas entre todos os outros da Serra Catarinense. Sua missão, portanto, era investigar a pequenina cidade com pouco mais de cinco mil almas, localizada praticamente nos limites da Serra Catarinense. Sua orografia é ímpar, pois lá as montanhas se ramificam entre as serras Geral, Caraguará e Cafundó, muito além da Serra de São Filipe e do Areial. O município de 567 quilômetros quadrados possui matas cerradas, com densas florestas de madeiras nobres e muitas araucárias centenárias. Mas sua economia está mesmo presa à produção agrícola de abóboras, e isso fez com que ficasse conhecido como a “Capital da Moranga”. Bem, foi esse o curto relatório que meu fantasma amigo me apresentou, quando chegou em Piratuba já bem tarde da noite, porque levou muito tempo para encontrar todas essas informações. Além disso, o pobre ser esvoaçante – maneira muito humana de dizer - encontrou no alpendre da antiga e maltratada residência colonial, onde eu o deixara, uma linda alma penada, por quem – e ele me disse isso com os olhos esbugalhados de fazer dó – quase se apaixonou perdidamente...Bem, segui para Piratuba.

ATÉ BREVE



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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.