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22 de julho de 2006

GOLEIROS E GOLEIROS...






Há goleiros leiteiros e goleiros frangueiros. Glória e padecimento do jogador. Mas o povão não perdoa. Dá nomes para tudo.
LEITEIRO & LEITERIA
Vejamos:

LEITEIRO - Designação dada ao goleiro com muita sorte.

LEITERIA - Termo para designar a sorte do goleiro. Estes dois termos, leiteiro e leiteiria, estão dicionarizados como formas populares (Cf. Aurélio, Op. Cit.). Talvez tenham surgido num tempo ou por recordação de uma época em que a profissão de leiteiro exigisse muita sorte no manuseio dos litros de vidro com que lidavam diariamente, quando da entrega de casa em casa, pelas ruas da cidade. Registre-se a opinião de Sílvio Elia, que vê em LEITEIRO a idéia de pessoa que se nutre de alimento fácil, como a criança que suga o leite materno ou o ingere de mamadeira, efeito de mamar. Confere BOATEIRO, onde há, também, certa idéia intensiva.

FRANGO
Termo da gíria do futebol que designa um gol aparentemente defensável, sofrido pelo goleiro. "Tomou um frango" ; "Levou um frango"; "Comeu um frango" ; "Deixou passar mais um frango"; "Foi frango" etc. Tal denominação parece que se prende à imagem de alguém que tenta agarrar com as mãos um galináceo esquivo, o que não é muito fácil, deixando a pessoa desconcertada, humilhada mesmo. O gol caracterizado como FRANGO é humilhante para o goleiro. Outras denominações ouvidas, dentro do mesmo campo semântico: PENOSA, GALINÁCEO e as onomatopéias PIU-PIU e COCORICÓ.
FRANGUEIRO é o goleiro que toma muito FRANGO. Logo, goleiro ruim, por extensão. Este termo FRANGO está construído na linha do humor como riso, isto é, como cômico, pois este termo materializa uma falha na individualidade, como forma crítica e contestatória de uma função: a do jogador especialista: o goleiro.

Um comentário:

Anônimo disse...

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Quem sou eu

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Balneário Camboriú, Sul/Santa Catarina, Brazil
Sou professor adjunto aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sou formado em Letras Clássicas pela UERJ. Pertenço à Academia Brasileira de Filologia (ABRAFIL), Cadeira Nº 28.